O haiku tem sua origem no poema tradicional japonês chamado Waka.
Nos fins da era Heian (794-1192), muitos nobres passaram apreciar a diversão de compor um waka em série, com vários deles dando continuidade ao mesmo poema. Essa moda tornou-se bastante comum entre os nobres da era Kamakura (1192 - 1333), sob o nome de "renga" (haicais encadeados/em cadência). Compunha-se waka com um primeiro iniciando o poema composto por versos de 5,7, 5 sílabas; o outro dando prosseguimento com versos de 7, 7 sílabas e assim sucessivamente. Os primeiros versos 5, 7, 5 sílabas eram chamados de "hokku" (primeira estrofe ou estrofe básica) que, com o passar do tempo, separaram-se dos demais, tomando-se poemas independentes, dando origem ao HAIKU.
Até a era Edo (1603-1868), o haiku recebia a denominação de "haikai". No início, o haikai possuía teor humorístico ou sátira à época ou ao governo reinante.
Teitoku Matsunaga (1571 - 1653), um homem culto, que dominava o confucionismo, os preceitos do xintoísmo assim como outros pensamentos, interessou-se pelo haikai, elevando-o até ao nível de uma arte literária. No entanto, como ele se apegava demais ao tradicionalismo, com regras rígidas e conservadoras, após a sua morte, a escola Teitoku sofreu cisão e a escola Danrin ganhou forças. A escola Danrin dominava todo o panorama de haikai, mas o seu estilo livre demais, pendendo ao vulgarismo, afastou muitos intelectuais dessa escola.
Dentro desse panorama, surgiu Bashô Matsuo (1644 - 1694), um poeta que viajou por várias partes do Japão, compondo haikai e conquistando muitos discípulos que deram segmento ao haikai criado por ele. Os seus poemas de estilo simplista, descrevendo a natureza por meio de observações aguçadas, apoiava-se na visão oriental de wabi (serenidade plena) e sabi (extremo refinamento).
Bashô Matsuo passou a compor haikai independentemente de hokku de volta o bom gosto a esse segmento da literatura que estava tomando o caminho para a comicidade, um tanto quanto banalizada.
pag. 23
Extraído do livro: Haiku & Hacai
- Descobrindo a Natureza -
Autora e tradutora: Akiko Kurihara
Revisora de português: Magda K.Mizukawa Iwakura
Ilustrador: Marco Abe
Capa: Marco Abe
Impressão: Service Miyagawa
Algumas obras famosas de Bashô
Furuike ya ........... Poço abandonado
Kawazu tobikomu ........ pula o sapo
Mizu no oto ................. chapinando a água
Shizukeça ya .............. O silêncio,
Iwa ni shimi iru ........ o canto da cigarra
Semi no koe ............... que penetra as rochas
Poesias extraídas do livro: Haiku & Haikai
pag. 23
Extraído do livro: Haiku & Hacai
- Descobrindo a Natureza -
Autora e tradutora: Akiko Kurihara
Revisora de português: Magda K.Mizukawa Iwakura
Ilustrador: Marco Abe
Capa: Marco Abe
Impressão: Service Miyagawa
Algumas obras famosas de Bashô
Furuike ya ........... Poço abandonado
Kawazu tobikomu ........ pula o sapo
Mizu no oto ................. chapinando a água
Shizukeça ya .............. O silêncio,
Iwa ni shimi iru ........ o canto da cigarra
Semi no koe ............... que penetra as rochas
Poesias extraídas do livro: Haiku & Haikai
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