E então a má sorte atingiu o nobre touro Vivaz, quando uma de suas patas pisou sobre um monte de lama macia e úmida num certo lugar em que fluía para longe, caindo continuamente, o jato de uma cascata de águas rápidas. Lutando sob a carga da pesada carroça superlotada, o touro caiu, quebrando o jugo. Vendo-o desabar e ficar espalhado no caminho, o cocheiro da carroça pulou fora, grandemente consternado, e correu para relatar o acontecido ao príncipe mercador, que cavalgava não muito atrás. Fazendo uma reverência cerimoniosa e
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O próprio La Fontaine
reconheceu que muitas de
suas famosas fábulas foram
inspiradas pelos
Panchatranta indianos
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juntando as mãos, o cocheiro disse em voz trêmula: "Meu senhor, ó meu nobre senhor, é Vivaz; cansado da viagem, ele escorregou e caiu na lama; está caído, prostrado."
Ouvindo isso, o mercador ficou melancólico em vista da triste sina de Vivaz. Interrompeu a viagem e ficou parado durante cinco noites, de modo que Vivaz pudesse ser cuidado e sarasse. Mas quando o touro não mostrou sinais de recuperação o mercador deixou um suprimento de ração para o animal, indicou alguns de seus criados para ficarem e cuidarem do touro, exortando-os do seguinte modo:
"Agora ouçam, pessoal, tomem bem conta de Vivaz; se ele se recuperar e viver, o tragam e se juntem a mim. Se ele morrer, cumpram os últimos ritos; providenciem sua cremação e se reúnam ; a mim."
Tendo assim instruído seus homens, Vardhamana prosseguiu em sua viagem como planejado.
Então um dia os homens de Vardhamana, com medo dos muitos perigos que os espreitavam na floresta, decidiram que já era hora e abandonaram Vivaz a seu destino. Eles rapidamente alcançaram seu senhor e lhes contaram a história de como o touro tinha respirado pela última vez. "Ó senhor", gritaram, "o pobre Vivaz se foi, morto fizemos tudo quanto podíamos. Então cumprimos os últimos ritos e o consagramos nas chamas." Oh, quanta choradeira houve, assoamento de narizes e enxugamento de lágrimas!
Vardhamana ouviu toda a historia com tristeza; por um momento ficou paralisado de pena. Então, como o dever obrigava, cumpriu todas as cerimônias prescritas para o espírito que havia partido e, sem encontrar outro problema, chegou a Mathura com segurança.
continua na próxima postagem......
Texto extraído do JORNAL DA TARDE
" Caderno de Sábado"
Data: Sábado - 23-8-97
"JORNAL DA TARDE" pertencia ao jornal:
" O ESTADO DE SÃO PAULO"
"Agora ouçam, pessoal, tomem bem conta de Vivaz; se ele se recuperar e viver, o tragam e se juntem a mim. Se ele morrer, cumpram os últimos ritos; providenciem sua cremação e se reúnam ; a mim."
Tendo assim instruído seus homens, Vardhamana prosseguiu em sua viagem como planejado.
Então um dia os homens de Vardhamana, com medo dos muitos perigos que os espreitavam na floresta, decidiram que já era hora e abandonaram Vivaz a seu destino. Eles rapidamente alcançaram seu senhor e lhes contaram a história de como o touro tinha respirado pela última vez. "Ó senhor", gritaram, "o pobre Vivaz se foi, morto fizemos tudo quanto podíamos. Então cumprimos os últimos ritos e o consagramos nas chamas." Oh, quanta choradeira houve, assoamento de narizes e enxugamento de lágrimas!
Vardhamana ouviu toda a historia com tristeza; por um momento ficou paralisado de pena. Então, como o dever obrigava, cumpriu todas as cerimônias prescritas para o espírito que havia partido e, sem encontrar outro problema, chegou a Mathura com segurança.
continua na próxima postagem......
Texto extraído do JORNAL DA TARDE
" Caderno de Sábado"
Data: Sábado - 23-8-97
"JORNAL DA TARDE" pertencia ao jornal:
" O ESTADO DE SÃO PAULO"
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