sábado, 5 de dezembro de 2015

A HERANÇA GLOBAL - 34 (02)

                   continuação........

A partir do século 11 d.C. começaram a ser difundidas em línguas ocidentais na Europa, onde foram assimiladas até pelo folclore. Devemos chamar a atenção para o fato de que há uma importante diferença entre essas fábulas indianas e as do grego Esopo. Nas fábulas indianas, os animais têm um comportamento semelhante aos dos seres humanos, enquanto nas de Esopo os animais se comportam mais propriamente como animais, cada um com os hábitos de sua espécie embora também simbolizem paixões humanas.
      Ao longo das histórias do Panchatantra se sucedem trechos em prosa e trechos em verso. Eis a primeira das histórias-moldura. A Separação entre Amigos.
      Agora, nós começamos no começo com o primeiro livro de contos. A Separação entre Amigos.
      Oh! Que bela amizade esta era!
      entre o nobre touro e o leão majestoso -
      Nas profundas, escuras selvas ela nasceu e cresceu forte,
      então - apareceu um chacal traiçoeiro;
      tomado pela cobiça, perturbou a amizade
      E - ora, a amizade morreu.
      aqui está como a história era contada:
      Uma vez, na terra ao sul florescia a bela cidade de Mahilaropya, que rivalizava em esplendor mesmo com Amaravati, a Cidade dos Deuses. Possuindo todas a excelências que poderiam ser imaginadas, ela brilhava como a joia da Coroa da Terra. Construída segundo a forma do pico Kailasa, ela tinha portões imponentes e altas torres de vigia abundantemente estocadas com muitas espécies diferentes de armamentos. Seu principal portão, gigantesco  e decorado por belos arcos esculpidos, tinha um maciço portal de madeira sólida, amplo, dotado de fortes ferrolhos e vigas. Ao todo, a cidade parecia mais com a fabulosa Montanha do Indrakila. Numerosos templos a embelezavam, localizados como está prescrito nos textos sagrados, em espaçosas praças formadas por amplos cruzamentos. Enormes  baluartes, que pareciam as grandiosas serras de Himalaias, cercados por um fosso profundo, rodeavam a cidade.
       Nessa bela cidade morava Vardhamana, o príncipe-mercador, dotado de tantas qualidades raras. O mérito de suas obras, granjeado em muitas vidas passadas, o tinha abençoado com riqueza imensa.
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                                       A autoria dos textos é
                                       atribuída a um sábio,
                                       encarregado de educar os
                                       filhos de um rei para mantê-los
                                       entretidos e instruí-los
                                       ____________________________
               continua na próxima postagem.........

Extraído do "CADERNO DE SÁBADO"
JORNAL DA TARDE
Data: Sábado - 23-8-97
Jornal da Tarde pertencia ao "O ESTADO DE SÃO PAULO"

 
         

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