sábado, 18 de fevereiro de 2017

Antologia mostra o que Hemingway sabia fazer melhor (03)


                                                  Antologia mostra o que Hemingway sabia fazer melhor
                                                                      *Por J.C.Ismael
                                                   continuação da postagem anterior.........

         O cinema popularizou um dos melhores contos de Hemingway, As Neves do Kilimanjaro. Mas o filme, de 1952, dirigido por Henry King, com Gregory Peck, Susan Hayward e Eva Gardiner nos papéis centrais, resultou um melodrama barato, sem vestígios das delicadas muanças da história, que nem o roteiro de Casey Robinson conseguiu salvar. Harry é um escritor que está morrendo de gangrena e, tendo ao fundo a impotência silenciosa do Kilimanjaro, faz o balanço crítico da sua vida. A técnica usada para escrever esse conto, com flashbacks misturados com indícios que driblam a realidade para finalmente expô-la, causou sensação na época. Como lembra o crítico Philip Young, tem um precedente exato num conto experimental do grande satírico Ambrose Bierce (encarnado por Gregory Peck no belo filme de Luiz Puenzo, Gringo Velho) publicado em 1891, An Ocurrence at Owl Creek Bridge, publicado em 1871, pelo qual Hemingway demonstrara admiração em diversas ocasiões. A sugestão, porém, é menos de plágio que de inspiração.
                                                                        continua na próxima postagem....
 
Texto extraído do JORNAL DA TARDE - Caderno de Sábado -
Data: Sábado - 24-5-97
-JORNAL DA TARDE-
pertencia ao jornal:
"O ESTADO DE SÃO PAULO"
 
                                             

Nenhum comentário:

Postar um comentário