Tanto a família de García Márquez quando ele próprio estão sempre de mudança, e não é fácil, para o leitor brasileiro, pouco acostumado com a geografia colombiana, seguir seus passos. Mas um dos momentos fundamentais na trajetória do escritor, segundo Vivir para Contarla, é sua passagem pelo Liceu Nacional de Zipaquirá, a uma hora de trem de Bogotá. Lá ele faz boa parte das leituras e das amizades que fundamentaram sua trajetória, especialmente da sua visão sobre a história colombiana. "Não sei o que aprendi na verdade durante o cativeiro do Liceu Nacional, mas o quatro anos de convivência bem-vinda com todos me infundiram uma visão unitária da nação, descobri quão diferentes éramos e para que servíamos, e aprendia a não esquecer nunca que no melhor de cada um de nós estava todo o país."
No fim da 2ª Guerra Mundial, García Márquez improvisa um discurso, "o único" em 70 anos, segundo ele, em que terminava com "um reconhecimento lírico a cada um dos Quatro Grandes", e que marca mais um de seus "sucesso literários" orais. "O que chamou a atenção da praça foi o do presidente 'Franklyn Delano Roosevelt, que como el Cid Campeador sabe ganhar batalhas depois de morto'. A frase permaneceu flutuando sobre a cidade durante vários dias, e foi reproduzida em cartazes e em retratos de Roosevelt."
continua na próxima postagem....
Texto extraído de "Cultura" - Caderno 2 -
De "O Estado de São Paulo"
Data: Domingo, 20 de outubro de 2002 - Nº 1.147 - Ano 22
Texto extraído de "Cultura" - Caderno 2 -
De "O Estado de São Paulo"
Data: Domingo, 20 de outubro de 2002 - Nº 1.147 - Ano 22
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