A discussão de algumas questões fundamentais da Poesia Contemporânea e da Arte Moderna - como o verso livre ou a arte pura - se esclarece melhor quando posta sob a égide da Música. Vejamos, à guisa de exemplo, como aborda na Estética, esses dois problemas.
No primeiro caso, como justifica o verso livre ocasionalmente, a partir da discussão sobre o ritmo - O que é na verdade esse propalado modelo rítmico?, indaga ele. - Um pequeno agrupamento de valores temporais hierarquizado por um acento principal, como quer Closson? Mas será necessário incluir na definição de ritmo e elemento temporal? Pois a ideia de repetição não é congenial à música, foi herdade das artes tradicionais, de cuja lição os teoristas musicais não souberam se libertar: aceita-la é negar o ritmo ao contochão, à melodia infinita, a inúmeros gestos coreográficos que não apresentam um só elemento de repetição. É negar ritmo ao verso livre que, no entanto, "é tão organizado como o metrificado, embora seja movimento livre, interior, do poeta". - Não seria mais acertado substituir a ideia de periodicidade pelo elemento expressivo? Com isso chegaríamos a uma definição mais abrangente, capaz de englobar a música e a poesia: "Ritmo é toda e qualquer organização expressiva do movimento".
continua na próxima postagem....
Extraído de Caderno de Sábado
Jornal da Tarde
Data: Sábado - 6-1-96
Jornal da Tarde
pertencia ao jornal
"O ESTADO DE SÃO PAULO"
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Data: Sábado - 6-1-96
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