Há 50 anos um médico mineiro desconhecido surpreendia o mundo literário brasileiro com a publicação das criativas e inovadoras histórias de "Sagarana". Dez anos depois, em 1956, o já consagrado escritor editava o literariamente revolucionário romance "Grande Sertão: Veredas"
O ANO DE GUIMARÃES ROSA
Guimarães Rosa Uma
e o vaqueiro curiosidade na
Manuelzão, vida literária de
companheiro e Guimarães Rosa:
depois antes de ser
personagem, publicado, com
em viagem pelo imediato
sertão das sucesso, o livro
Gerais: era Sagarana
desse modo que perdeu um
o escritor concurso pelo
mineiro buscava voto contrário
material de de Graciliano
criação Ramos
A magia com as palavras
O amor que o escritor tinha por elas é que emociona o leitor rosiano
Por Joana Monteleone
As palavras se enroscavam, davam nós e voltas, subiam pelas trepadeiras e se arrastavam nos arbustos baixos do sertão sempre seco. Foram elas, perigosas e mudas, que encantaram o médico mineiro, nascido em 1908, João Guimarães Rosa. Em 1946, com 38 anos e um posto de embaixador que lhe permitiu viajar pelo mundo, publicava seu primeiro livro: "Sagarana". Dez anos depois, dois romances: Corpo de Baile e Grande Sertão: Veredas. O Caderno de Sábado inicia, agora que Sagarana completa 50 anos e Grande Sertão: Veredas 40, uma série de artigos e reportagens sobre o escritor.
Nesta edição a professora Maria Neuma Cavalcante escreve sobre o acervo Guimarães Rosa que está no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), na Universidade de São Paulo (USP). O acervo é um dos meios mais importantes para se conhecer a obra do escritor.
Neles estão cartas para tradutores, diários de viagem, manuscritos de obras e contos inéditos que foram excluídos por Guimarães Rosa de alguns de seus livros.
Nos seus livros é o amor pelas palavras que emociona o leitor. Guimarães sabia muitas línguas, desde os sete anos lia romances em francês, e pouco antes de morrer 1967, três depois de ter tomado posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), estava estudando vietnamita. A paixão vocabular se transformou em criação. Inventar palavras e expressões era, para o menino de Cordisburgo, em Minas Gerais, que começou a ver o mundo nublado de miopia, em busca incessante.
continua na próxima postagem.....
Texto extraído do Caderno de Sábado - "Jornal da Tarde" -
Jornal da Tarde pertencia ao " O ESTADO DE SÃO PAULO"
Data: Sábado - 6 -1 - 96
Nos seus livros é o amor pelas palavras que emociona o leitor. Guimarães sabia muitas línguas, desde os sete anos lia romances em francês, e pouco antes de morrer 1967, três depois de ter tomado posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), estava estudando vietnamita. A paixão vocabular se transformou em criação. Inventar palavras e expressões era, para o menino de Cordisburgo, em Minas Gerais, que começou a ver o mundo nublado de miopia, em busca incessante.
continua na próxima postagem.....
Texto extraído do Caderno de Sábado - "Jornal da Tarde" -
Jornal da Tarde pertencia ao " O ESTADO DE SÃO PAULO"
Data: Sábado - 6 -1 - 96
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