Cansada de uma guerra que já durava vinte anos, as mulheres de Atenas, de Esparta da Beócia e de Corinto (cidades gregas mais duramente atingidas pela luta), chefiadas pela ateniense Lisístrata, decidiram por fim às hostilidades usando de uma tática pouco ortodoxa: uma greve de sexo. Para melhor conseguir seu objetivo ocuparam a cidadela de Atenas - a Acrópole - e tomaram conta do Tesouro. Os maridos não resistiram à greve e concluíram um tratado de paz, depois de uma série de peripécias de grande efeito cômico apesar da ousadia dos detalhes.
A peça de Aristófanes foi uma tentativa real de acabar com uma guerra de verdade. Na época em que foi representada a peça (411 a.C.), Atenas atravessava um período dificílimo de sua história, ainda não refeita do desastre da expedição malograda à Sicília (413 a.C.). Abandonados por seus aliados, os atenienses tinham a 24 quilômetros da cidade as tropas espartanas. Essa luta fratricida enfranquecia a Grécia toda, pondo-a à mercê dos bárbaros. Inspirado por um profundo sentimento de patriotismo e humanidade, Aristófanes se fez o porta-voz de todas as esposas e mães gregas e, por intermédio de Lisístrata, lançou um veemente apelo em favor da paz, não somente aos atenienses mas a todos os gregos. Infelizmente a mensagem de Aristófanes não foi ouvida e a guerra continuou, arruinando a Grécia, e as guerras continuaram, mutilando o mundo.
Embora a Lisístrata seja a mais licenciosa das comédias de Aristófanes, pela elevação dos sentimentos que animam a heroína, pela nobreza das intenções do comediógrafo e por suas próprias qualidades como teatro, a peça bem merece a fama que até hoje desfruta em todas as platéias civilizadas. Vinte e quatro séculos de guerras tornam-na cada vez mais atual e não diminuíram em nada o brilho da comédia e mesmo espiritualidade que mal se dissimula por trás da crueza do argumento.
Do livro: A greve do sexo
(Lisístrata)
A revolução
das mulheres
Tradução e adaptação
Mário da Gama Kury
editora brasiliense
1988
OBSERVAÇÃO: Lisístrata e As Nuvens: acho que vale a pena conferir....
Embora a Lisístrata seja a mais licenciosa das comédias de Aristófanes, pela elevação dos sentimentos que animam a heroína, pela nobreza das intenções do comediógrafo e por suas próprias qualidades como teatro, a peça bem merece a fama que até hoje desfruta em todas as platéias civilizadas. Vinte e quatro séculos de guerras tornam-na cada vez mais atual e não diminuíram em nada o brilho da comédia e mesmo espiritualidade que mal se dissimula por trás da crueza do argumento.
Do livro: A greve do sexo
(Lisístrata)
A revolução
das mulheres
Tradução e adaptação
Mário da Gama Kury
editora brasiliense
1988
OBSERVAÇÃO: Lisístrata e As Nuvens: acho que vale a pena conferir....
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