Inteligente, talentoso e ativo, compreendendo a situação dos brasileiros, combateu Evaristo da Veiga, denodadamente, pela imposição da Justiça e fez-se, assim adorado pelo povo.
Inesperadamente, surgiu em 1827 o seu jornal - "Aurora Fluminense" e essa foi a arma com que lutou pelo constitucionalismo liberal.
De maneira calma e cortês mas coerente, decisiva e firme, a sua pena brilhante fez acérrima oposição a Pedro I, que descia rapidamente no conceito do povo, enquanto o jornal de Evaristo da Veiga constituía a atração da época.
Os seus escritos e as suas palestras, revelavam sempre a rigidez de seu caráter, empolgavam a todos, e a sua casa passou a ser o ponto de reunião de homens de destaque, como Diogo Feijó; Vergueiro, Bernardo de Vasconcelos, José Custódio, Alencar, Odorico Mendes e outros, sobre os quais influía poderosamente, com a sua palavra amena mas inflamada de sadio patriotismo.
Poderoso doutrinador da revolução de 1831, logo após o 7 de abril durante a Regência até 1837, foi Evaristo da Veiga o sustentáculo da ordem, implantando a paz, coibindo excessos do povo, sempre com a sua ação benéfica e delicada ao mesmo tempo enérgica.
Passando tão rapidamente pela vida, pois que, tendo nascido a 8 de outubro de 1799, morreu a 12 de maio de 1837, com apenas 38 anos de idade, prestou, entretanto, Evaristo da Veiga, assinalados serviços à Pátria.
Morreu pobre, sem nunca ter feito parte do Governo, apesar da grande influência que exerceu.
Fazendo do seu jornal apenas um ardoroso defensor do Brasil, o mensageiro das aspirações do povo, o paladino da Justiça, sem se preocupar com interesses outros que não fossem os da Pátria, Evaristo da Veiga foi, como bem disse Silvio Romero, o símbolo do patriotismo e da honestidade política.
Extraído do livro: Biblioteca da Professora Brasileira
"MÚSICA NA ESCOLA PRIMÁRIA"
1962
PROGRAMA DE EMERGÊNCIA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
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