Certos poemas futuristas de Marinetti, como a clássica reprodução de uma batalha, feita sob a forma de carta geográfica, sem nenhuma intenção de concatenação descritiva do tema que se propõe explorar, mas destinada a impressionar "visualmente" o espectador pelo dinamismo das palavras e de simples letras dispostas no papel como se fossem elementos constitutivos de uma composição plástica (1).
................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
Segundo Haroldo de Campos, um dos corifeus do movimento concretista no Brasil, "o Poema Concreto aspira a ser composição de elementos básicos da linguagem, organizados ótico-acusticamente no espaço gráfico, por fatores de proximidade e semelhança, como espécie de ideologia para dada emoção, visando à apresentação direta - presentificação - do objeto".
Eis alguns poemas concretos, apresentados por Décio Pignatari em Poesia Concreta (Suplemento Literário de "O Estado de São Paulo).
Além de Haroldo de Campos, autor de Auto do Possesso (1950), citam-se como concretistas: Décio Pignatari, autor de O Carroussel (1950); Augusto de Campos, autor de O Rei menos o rei (1951) - os três, coautores de Noigandres, 1, 2, e 3.
Wladimir Dias Pino, Ferreira Gullar, Reynaldo Jardim e outros aderiram ao movimento; mas, em breve, se diferenciaram dos companheiros da primeira hora, buscando uma expressão que ultrapassasse a mera organização geométrica. Para estes neoconcretos , assim se chamam eles, "a página não é um espaço a priori dentro do nascimento do poema, de sua estrutura....."Tanto os concretos como os neoconcretos baniram da poesia o verso e a linguagem descritiva.
continua na próxima postagem........
O texto foi extraído do livro: Língua e Literatura Brasileira-vol.07
Editora F.T.D. S/A.
WAGNER RIBEIRO
Marista
Eis alguns poemas concretos, apresentados por Décio Pignatari em Poesia Concreta (Suplemento Literário de "O Estado de São Paulo).
Além de Haroldo de Campos, autor de Auto do Possesso (1950), citam-se como concretistas: Décio Pignatari, autor de O Carroussel (1950); Augusto de Campos, autor de O Rei menos o rei (1951) - os três, coautores de Noigandres, 1, 2, e 3.
Wladimir Dias Pino, Ferreira Gullar, Reynaldo Jardim e outros aderiram ao movimento; mas, em breve, se diferenciaram dos companheiros da primeira hora, buscando uma expressão que ultrapassasse a mera organização geométrica. Para estes neoconcretos , assim se chamam eles, "a página não é um espaço a priori dentro do nascimento do poema, de sua estrutura....."Tanto os concretos como os neoconcretos baniram da poesia o verso e a linguagem descritiva.
continua na próxima postagem........
O texto foi extraído do livro: Língua e Literatura Brasileira-vol.07
Editora F.T.D. S/A.
WAGNER RIBEIRO
Marista
Nenhum comentário:
Postar um comentário