sábado, 16 de maio de 2015

PADRE ANTÔNIO VIEIRA.......

              
COMO VIEIRA ENFRENTOU A INQUISIÇÃO
Livro reúne transcrição de 30 exames e audiências a que o padre jesuíta foi submetido
 
   Em Lições de eloquência nacional, o padre Lopes Gama (1791-1852) conta que Felipe Hortis, religioso mercenário de Madri, somente lia os sermões de Vieira de joelhos e, para justificar essa idolatria, dizia que "naquela reverente atitude mostrava os elogios que não sabiam explicar as vozes". Palavras no mesmo sentido também foram pronunciadas por numerosos críticos, unânimes em apontar o Padre Vieira como um representante perfeito do espírito barroco.
    Ao publicar Os autos do processo de Vieira na Inquisição, a professora Adma Muhana realiza o amplo e árduo trabalho de reunir a transcrição dos 30 exames e audiências a que o padre português (1608-1697) foi submetido entre 1663 e 1667, além da documentação histórica proveniente da inquisição contida nas duas pastas do processo do clérico, hoje depositadas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo em Lisboa.
      O material revela como Vieira enfrentou a intolerância do Santo Ofício. Os documentos históricos incluem atestados, consultas, mandatos, certidões, ordens e instruções reunidos para validar juridicamente o processo. Dessa forma, é possível perceber, por exemplo, que declarações do padre datadas de 1663, entre outros documentos só são anexadas ao processo após a prisão de Vieira em 1665, quando a inquisição  busca todo tipo de prova contra o lisboeta.
       Nascido em 1608, Antônio Vieira veio com a família para o Brasil aos seis anos e entrou para a Companhia de Jesus em 1623. Orador eloquente e culto, logo ganha destaque na comitiva brasileira que fora levar a adesão da colônia ano novo rei luso D. João IV. Tornou-se pregador-régio e ministro sem pasta, envolvendo-se em missões diplomáticas e travando contato com os protestantes holandeses e mantendo relação amistosa com os judeus.
                                                              continua na próxima postagem.....
 
Texto extraído de: Caderno de Sábado - JORNAL DA TARDE -
Sábado - 6-1-1996
Jornal da Tarde - pertencia ao jornal " O Estado de São Paulo " 
                              

domingo, 10 de maio de 2015

PARABÉNS ÀS MAMÃES........

DIA DAS MÃES
                                

                                              P A R A B É N S

                                              ÀS MAMÃES.......

                                              HOJE,

                                              DIA 1O DE MAIO

                                              DE 2015....

                          PARABÉNS.......PARABÉNS......PARABÉNS.......

                                                                               yosinoli
                                                                             10/05/2015



sexta-feira, 8 de maio de 2015

ORIGEM E HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA (03)

continuação da postagem anterior.....

         Posteriormente, pela desagregação da monarquia dos visigodos, os árabes apoderaram-se da Península Ibérica, depois de vitoriosos sobre os visigodos. Os árabes, mouros, dominaram a Península, com exceção da região das Astúrias onde os não conformados (visigodos) se refugiaram e planejaram a reconquista.
         O árabe foi a língua oficial; contudo, o latim (mais modificado ainda: romanço) continuou a ser a língua adotada pelos vencidos. Isto se explica pelo fato de o árabe ser um idioma completamente diferente do que falavam. Houve o respeito aos costumes dos vencidos. Diga-se que muito cristãos abraçaram os costumes dos árabes (moçárabes).
           Não há dúvida de que desta convivência árabe a língua guarda até hoje muitas palavras.
           Nesta região, acima referida, formou-se um dialeto chamado galaico-português. Galaico-português, porque não havia diferença entre o falar da Galiza e da região chamada Condado Portucalense. Mais tarde ocorreu a independência política do Condado Portocolense (1143) e com tal fato o português, separou-se do galego, constituindo-se em língua nacional.
                                                                                                                          pag. 38
Texto extraído do livro vol. 01
da coleção: BIBLIOTECA DA LÍNGUA PORTUGUESA - 15ª edição, ampliada, revisada e atualizada
Alpheu Tersariol
Lisa - Livros Irradiantes S/A.
São Paulo - Brasil
1971

 
                             

domingo, 3 de maio de 2015

ORIGEM E HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA (02)

continuação....

 O PORTUGUÊS VEM DO LATIM VULGAR

           Sabe-se que o latim era uma língua corrente de Roma. Roma, destinada pela sorte e valor de sua base, conquista, através de seus soldados, regiões imensas. Com as conquistas vai o latim sendo levado a todos os rincões pelos soldados romanos, pelos colonos, pelos homens de negócio. As viagens favoreciam a difusão do latim.
           Primeiramente o latim se expande por toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha, pelas províncias do oeste do domínio colonial, pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste da Récia, pelo leste da Dácia. O latim se difundiu acarretando falares diversos de conformidade com as regiões e povoados, surgindo daí as línguas românicas ou novilatinas.
           Românicas porque tiveram a mesma origem: o latim vulgar. Essas línguas são, na realidade, a continuação do latim vulgar. As línguas românicas são: português, espanhol, catalão, provençal, francês, italiano, rético, sardo e romano.
            No lado ocidental da Península Ibérica o latim sentiu certas influências e apresentava características especiais que o distinguiam do "modus loquendi" de outras regiões onde se formavam e se desenvolviam também as línguas românicas. Foi nesta região ocidental que se fixaram os suevos. Foram os povos bárbaros que invandiram a Península, todos de origem germânica. Sucederam-se nas invasões os vândalos, os suevos (ficaram-se no norte da Península que mais tarde pertenceria a Portugal), os visigodos. Esses povos eram atrasados de cultura. Admitiram os costumes dos vencidos juntamente com a língua regional.
              É normal entender que a influência desses povos bárbaros foi grande sobre o latim que aí se falava, nessa altura bastante modificado.
                                                                                                              pag. 37
                                                                              continua na próxima postagem.....

Texto extraído do livro vol. 01
Coleção: Biblioteca da Língua Portuguesa
 
 
 

sábado, 2 de maio de 2015

ORIGEM E HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Derivou-se o nosso idioma, como língua românica, do latim vulgar.

   É bastante difícil conhecer a língua portuguesa dos povos habitantes da Península Ibérica antes de os romanos dela se apossarem.
    Os romanos ocuparam a Península Ibérica no século III antes de nossa Era. Contudo, ela só é incorporada ao Império no ano de 197 antes de Cristo. Tal fato não foi pacífico. Houve rebeliões contra o jugo romano.
    O latim, língua dos conquistadores, foi paulatinamente suplantando a dos povos pré-latinos. "Os turdetanos, e mormente os ribeirinhos do Betis, adotaram de todo os costumes romanos, e até já nem se lembram da própria língua." (Estrabão).
   O latim implantado na Península Ibérica não era o adotado por Cícero e outros escritores da época clássica. Era sim o denominado latim vulgar. O latim vulgar era de vocabulário reduzido, falado por aqueles que encaravam a vida pelo lado prático sem as preocupações estilísticas do falar e do escrever.
    O latim clássico foi conhecido também na Península Ibérica, principalmente nas escolas. Atestam tal verdade os naturais da Península: Quintiliano e Sêneca.
                  continua na próxima postagem
                                                                                                                                      pag. 36
 
Texto extraído da coleção: Biblioteca da Língua Portuguesa - vol. 01
ALPHEU TERSARIOL
Origem da Língua Portuguesa
15ª edição, ampliada, revisada e atualizada
LISA - LIVROS IRRADIANTES S.A.
São Paulo - Brasil
1971
 

sábado, 25 de abril de 2015

DIA DO TRABALHADOR




                                  AOS TRABALHADORES:

                                  "PRIMEIRO

                                  DE

                                  MAIO"

                                
                                 REGADOS DE

                                 ESPERANÇA

                                 DE UM

                                 BRASIL MAIS

                                 JUSTO.......

                                 E ........................

                                 E ...........................

                                 E ...........................

                                 E, TAMBÉM

                                 MENOS NOTÍCIAS RUINS

                                 EM JORNAIS, REVISTAS, TELEVISÃO,

                                 QUE HOJE

                                  ENTRISTECEM A NAÇÃO BRASILEIRA.

                                                                                                                
                                                                                              yosinoli
                                                                                            abril/2015

                                                                                         

CREIO EM VÓS, MOCIDADE (02)

continuação da postagem anterior,,,,,,,,

                             Saudade que o tempo encanta
                             Ao longo dos corredores,
                             Nas classes cor do silêncio,
                             Na euforia dos recreios,
                             No milagre da amizade,
                             Nas alegrias do esporte
                             Nas grandes meditações,
                             Pela prece e pelo bem
                             Que trazeis em vossas almas,
                             Pela força e pelo amor
                             Que surgem de vossas vidas,
                             Pela bandeira de ardor
                             Que plantareis nas montanhas,
                             Pelo futuro menino
                             Que trazeis em vossas mãos,
                             Pela Pátria que depende
                             Do dom de vossos destinos,
                             Por hoje, amanhã, por sempre,
                             Entre o efêmero dos dias
                             E a glória da eternidade,
                             Creio em vós - ó mocidade!
                                                              pag. 09 - 10

Poema extraído da coleção: Língua e Literatura Brasileira - vol. 3
Editora F.T.D. S/A.
Gilio Giacomozzi